Vassalagem foi o sistema sócio-econômico usado principalmente na Idade Média, em que um indivíduo denominado vassalo, oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Indaiatuba, se vista por olhos mais críticos (e ácidos), tem semelhanças entre a administração pública e o antigo sitema feudal. Nosso prefeito, o Rei, está cercado por vassalos. Do mais alto ao baixo escalão. Da prefeitura à Câmara Municipal. Seus secretários, a esmagadora maioria dos vereadores, e muitos servidores. Com poder e cargos, o Rei garante cabrestos em toda a municipalidade. Se precisar é só brandir o chicote para constranger seus serviçais (vide o edil Fábio Conte).

Recentemente, o vereador Bruno “Ainda Verde” Ganem declarou à mídia local, que continua na situação (por sinal a oposição agradece), pois assim garante que as indicações sejam atendidas. Ganem: “Precisamos ter sempre uma boa relação com o Legislativo, para que entendam as solicitações que enviamos e as vejam com bons olhos”. “Legislativo”?! Lastimável, já que o cidadão tem direitos, e o poder público tem como obrigação atender a população, mesmo sem um “puxa-saco” que ainda não entendeu os atributos de um vereador.

Já faz um bom tempo que também questionamos o trabalho do Departamento Jurídico da Câmara  Municipal. Acontece que a Câmara em si, não tem esse departamento. Na verdade Eduval Messias Serpeloni, Willian Alves dos Santos e José Arnaldo Carotti são assessores jurídicos da Presidência. Todos eles foram nomeados e escolhidos (em tese) por Luiz Carlos Chiaparine. Mas todos sabemos quem é que realmente manda na Câmara.

Não sei você – leitor – mas algumas relações são vistas por mim com bastante estranheza. O fato é que a Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos está nas mãos de Walter Alexandre do Amaral Schreiner. Este é sócio da Schreiner e Stein Advogados Associados, na qual também trabalha Eduval Messias Serpeloni, o consultor jurídico da Presidência da Câmara. Não é difícil de engolir que um escritório jurídico da cidade detenha os senhores que emitem os pareceres para os dois poderes do Munícipio. Mais estranho ainda é o fato dos dois serem advogados do Rei em processos particulares.

Todos se lembram da rejeição da opinião pública quando os vereadores votaram contra o projeto da Tribuna Popular Livre. Agora, por meio de pareceres jurídicos rasos e sem fundamentação adequada, os projetos da oposição estão sendo rejeitados sem nem sequer entrar em votação. Para eles tudo é vício de iniciativa. Engraçado como vários projetos rídiculos e com erros graves passam voando até o expediente das sessões.

É claro que o edil Chiaparine certamente cumpre ordem de seu suserano. Como presidente da Câmara, ele pode ou não acatar os pareceres. Como vereador deveria usar a caneta em benefício da população. Espero que tenha peito para segurar a bucha sozinho.

Aqui vai o recado: Sr. Vassalo do Rei, Luiz Carlos Chiaparine, não adianta se esconder atrás dos pareceres e assessores, pois com o andar da sua carruagem, nós cidadãos concientes e a oposição concentraremos a fiscalização e críticas em sua pessoa. Estamos de olho em você!

Artigos relacionados