Não sabemos direito se é para rir ou para chorar. Mas a imprensa regional (Correio Popular à frente) engoliu com chumbada e tudo a versão oficialesca da Prefeitura de Indaiatuba de que foi a base governista quem pediu a CPI do Saae. Não foi, como até as carpas da Praça Rui Barbosa sabem. Assinaram o requerimento de abertura da CPI, apenas e somente, os vereadores Linho (PT), Osmar Bastos(PDT), Dr. Túlio e Agostinho (ambos do PPS). Aliás, qualquer jornalista que busque apurar minimamente os fatos, conseguiria a informação correta.

No vídeo acima, Dr. Chiaparine mente quando fala que “foi votado um pedido requerimento para formação de uma CPI”. Como presidente da Câmara ele deveria saber que bastam as 4 assinaturas e pronto, não existe “pedido” a ser votado, a CPI deve ser instaurada. Ainda tem a cara de pau de falar que o Rei determinou que o fato seja investigado. Até parece!

Já as vaias recebidas por Cebolinha foram mais que merecidas. A população pode se manifestar, ele vai fazer o quê? Processar o cidadão?! Sem falar que a faixa trazia a frase ”Prefeito Reinaldo Nogueira o povo já não aguenta mais viver de mentiras e falcatruas”. Se minha interpretação está certa, a frase não afirma que o Rei é quem comete os atos. A frase é um recado e não uma acusação. Agora, também, se a carapuça serviu, podem ficar à vontade.

Essa semana será tranquila, mas a próxima promete, uma vez que nenhum eleitor poderá ser preso, exceto em flagrante ou em razão de condenação judicial por crime inafiançável, de acordo com a legislação eleitoral. Mas a partir do dia 5, a juizada pode mandar brasa nos envolvidos, porque, até o momento, se depender dessa CPI, ninguém chega a lugar algum. Aí quem sabe alguma coisa de realmente relevante aconteça e nem a recém-inaugurada Estação de Tratamento de Esgoto dê jeito de tratar a sujeirada…

Minoria, oposição ‘à la Bilin’ faz o dever de casa e mostra a fragilidade técnica do reinaldismo em elaborar projetos, além de denunciar ‘casos de família’ na administração pública municipal

Sensacional a última sessão da Câmara Municipal de Indaiatuba. Pelo menos para quem não aguenta mais a patota do Rei. A oposição fez barba, cabelo e bigode agora com três vereadores - graças ao Rei, que decidiu medir forças com os edis apoiados pelo ex-prefeito José Onério. A minoria fez bonito e saiu aplaudida pelos cidadãos presentes à sessão. O serviço foi completo…

Agostinho Jr. (PPS) mostrou que, apesar de ser calouro no Legislativo e ainda não possuir uma oratória tão eloqüente, o que vale são os fatos. Apresentou um requerimento solicitando a relação de imóveis (e os proprietários) alugados pela Prefeitura. Algo perfeitamente comum para qualquer edil disposto a fiscalizar.

No entanto, ao subir à tribuna para pedir o voto favorável dos vereadores ao Requerimento nº 20/2010, mais uma bomba foi lançada sobre o pescoço do secretário de Saúde: Dr. José Roberto “Superávit” Destefenni. Agostinho afirmou e mostrou a escritura do imóvel, onde está instalado o CAPS II. Em nome da mãe de Destefenni, dona Ires Lopes Cruz Destefenni, que aliás, é tia de ninguém menos que o próprio Rei Lopes Cruz. Em Indaiatuba, é tudo em família.

Imóvel onde funciona o CAPS II

Imóvel do CAPS II, que segundo o vereador Agostinho Jr. é da tia do Rei

Destedenni é o mesmo que faz análises gloriosas dos acontecimentos da saúde pública indaiatubana. Primeiro, afirmou que a pasta que comanda economizou R$ 2 milhões, depois falou que 28 médicos “não fazem falta”. Quero ver ele convencer a população que a saúde aqui é de 1º mundo, que tem remédios sobrando e atendimento de primeira.

Durante a fala de Agostinho, Dr. Chiaparine (PDT) tentou colocar panos quentes, talvez para que ele não citasse nomes, como você pode ver no vídeo acima. A tentativa foi em vão, ainda bem. Agostinho ainda citou que foram transgredidos os princípios da administração pública: IMPESSOALIDADE, MORALIDADE E LEGALIDADE. O fardo ficou pesado para a base reinaldista - esta havia rejeitado requerimentos polêmicos nas duas sessões anteriores - e a tropa do Rei acabou votando a favor do requerimento.

Logo depois, foi à votação os projetos de lei que autorizavam o convênio com o Governo Estadual, no programa “Pró Vicinais IV”. Semana passada a população contestou o fato do único projeto de pavimentação contemplar apenas a estrada Paulo de Tarso Souza Martins (aquela que começa na rotatória do corte do pedágio), e que está em perfeito estado. Nesta semana, o Executivo enviou outro projeto para votação, para variar de última hora e com pedido de urgência. Esse para a recuperação da estrada João Ceccon (Indaiatuba-Elias Fausto). A verdade é que o Rei quis evitar a emenda do vereador Linho, que na sessão anterior disse que incluiria a estrada no projeto.

O vereador Luiz Alberto Cebolinha (PDT) fez o seu discurso, falou que ia dar parâmetros técnicos - não foram nada técnicos ao meu ver, apenas o bom gogó do edil, mas tudo bem. Por sua vez, o vereador Linho (PT) distribuiu uma medição aos vereadores, onde contestou o real comprimento do trecho da estrada Paulo de Tarso. No projeto e documentos o trecho a ser ‘recuperado’ é de 5,8 km. Mas, segundo as medições do vereador, a estrada teria apenas 3 km - da rotatória no entroncamento com a Estrada do Sapezal até a Al. Antônio Ambiel. Cebolinha espantado, sacou o telefone e ligou para o secretário José Carlos Selone e foi se informar. “Aí sim, fomos surpreendidos novamente”, como lembrou a companheira Daniela.

Em sua avaliação, Linho considerou a situação da estrada Paulo de Tarso muito boa no trecho já asfaltado. E se o convênio fosse adequado às necessidades reais, poderia-se asfaltar apenas os 850 m da mesma e 1,6 km da Al. Antônio Ambiel que ainda é de terra. O que melhoraria a situação da comunidade de Helvetia, que sofre com a poeira, e criaria uma nova rota no desvio do pedágio, uma alternativa à Av. Windsor Park, aliviando o trânsito de quem desvia nos horários de pico. Veja o mapa no Google Maps.

Ainda assim, sobrariam 3,35 km, que poderiam ser aplicados em outras estradas, como a do Fogueteiro. Mas, fica um questionamento do OFDS: por que a Rod. Cônego Cyriaco Scaranello Pires (Indaiatuba - Monte Mor) foi deixada de lado e  a administração preferiu indicar a estrada Paulo de Tarso que está em ótimas condições e apresenta apenas um pequeno trecho sem asfalto? No mínimo, incompetência.

Muitos moradores da estrada do Fogueteiro estiveram presentes na sessão. Agora é cobrar o prefeito para enviar um projeto de lei autorizando o convênio para asfaltar os 2,5 km da via, que já foi contemplada no programa de pavimentação. Cobrem uma solução, já que o Rei e seu irmão fizeram uma bela propaganda há mais de um ano (16/01/2009) e até agora nada. Se acontecer o mesmo que com o convênio firmado para construir a ‘super-hiper-maxi-mega-bluster-delegacia’, é melhor esperar sentado. Aliás, deitado. A saída é pressionar o prefeito e encher o plenário da Câmara nas sessões. Assim, também teriam a oportunidade de conhecer melhor como pensam e agem alguns edis, e na hora da eleição, com maior certeza, separar o joio do trigo.

Para finalizar a sessão com chave de ouro, o vereador Linho munido da legislação (entregue no início da sessão pelo OFDS), implodiu o projeto de lei dos vereadores Helton “Rua” Ribeiro e Fábio “Moção” Conte (PSB). Disse que votaria contrário, pois o objeto do PL não era de competência de vereador. Fábio subiu a tribuna visivelmente irritado, cobrou “lealdade” do colega (?!)* que poderia tê-lo avisado (ou seja, evitado constrangimento) e não deu aparte ao mesmo. Na palavra livre, o edil do PT, disse que não deveria cobrar “lealdade” dele, mas da assessoria jurídica do presidente da Câmara, que deixou o projeto passar voando até a votação. Se o vereador tivesse lido o artigo “Confirmado: assessoria jurídica do presidente da Câmara não serve para nada mesmo!” deste blog antes da sessão, não seria ‘pego de calças curtas’. E não para por aí. Um edil pediu vistas de 15 dias para um projeto, Chiaparine ia abrir a votação quando o vereador Linho alertou: “O regimento permite no máximo 10 dias”. Pronto! Mais uma vez, o jurídico dormindo na mesa…

(?!)* Fábio “Moção” Conte pede lealdade, mas votou contra o projeto da Tribuna Livre Popular e requerimentos que pediam informações sobre os funcionários da Prefeitura - todos de autoria de Linho. O edil Fábio parece não lembrar que é leal a seu senhor, o Rei. Seria melhor cobrar “lealdade” dele, ao invés de ficar “constrangido” e pedir o voto favorável dos colegas contra seu próprio PL.

Segundo Chiaparine, atribuir a produção de Projetos de Lei aos vereadores é uma bobagem

A sessão ‘ordinária’ da Câmara desta segunda-feira quase foi um marasmo total, no entanto, muitas bobagens foram pronunciadas na tribuna e velhos hábitos voltaram à Casa. O rei absoluto das moções de 2009, Fábio “Moção” Conte, voltou a usar a ferramenta depois de um breve jejum. Somente 2 projetos foram votados. E 18 projetos nomeando ruas de um condomínio enviadas às comissões.

E como já é de costume em nossa Câmara, um dos dois projetos votados criava mais uma semana no calendário do Município. O vereador da oposição, Linho, aproveitou a deixa e criticou a apatia da Casa. Ponderou que os vereadores, no geral, têm produzido poucos projetos de lei. E demonstrou insatisfação com os vários projetos para denominar ruas, ou criar dias e semanas sei lá do quê.

O absurdo foi a resposta (mais pareceu desculpa) dos vereadores Bruno “Ainda Verde” Ganem, Adalto Missias de Oliveira e Luiz Carlos Chiaparine. Ganem se mostrou insatisfeito com o rótulo de “inúteis”, dados a esses tipos de projetos ao longo do ano passado. Não os acho inúteis, só extremamente secundários. Adalto afirmou que “tem que fazer esses projeto que aparecem, fazer o quê? (…). Dureza! Acho que o povo não deve mais votar nele, fazer o quê? Já Chiaparine disse mais uma pérola: “(…) aquela história de vereador ter que produzir e produzir projetos de Lei. Eu acho isso uma bobagem”. O doutor zomba do cargo, zomba dos votos recebidos, zomba dos cidadãos. Até o dicionário acabar esse discurso. Segundo o “pai dos burros”, legislar significa: “elaborar e promulgar leis, normas”. Simples e fácil. Não preciso explicar, né?! E se alguém disser que as leis não são cumpridas, cabe aos vereadores cobrarem o Executivo, e até mesmo providências do Ministério Público. Mas o discurso de Chiaparine não foi de todo ruim, já que desafiou a população a apresentar Projetos de Lei ao Legislativo. Afinal, não sabe fazer direito passa pra quem sabe.

Já cansei de dizer. É evidente que a maioria dos vereadores não descobriu as atribuíções dos cargos: fiscalizar e legislar. O que não acontece devido à subserviência dos vereadores, verdadeiros vassalos do Rei.

Para terminar deixo uma pergunta a vocês: como nomear ruas ajuda na vida da população?

Recebi a notícia sobre o “andamento” do projeto de “Transparência na Câmara”. Chiaparine nem recebeu o projeto. Usou mais uma vez de pareceres juridículos de seus subalternos. Primeiro deixou o projeto engavetado por meses. Sabe por quê? Não… Não é porque ele é um presidente ausente, que mal é visto pelos corredores do Legislativo, e sim porque tem outros motivos: os interesses da monarquia de nosso humilde feudo, ou coisas que estão fedendo em baixo do tapete.

Engraçado, mas tem cada projeto de lei dos vereadores da situação e do Executivo que passam despercebidos. Teve até projeto do vereador Bruno “en” Ganem regulamentando um veneno ilegal no Brasil. E quase que passa. Só foi retirado na 2ª votação, mas aposto que passava,  caso o autor não pedisse o engavetamento. Enquanto isso, os advogados da Câmara estavam lá, babando.

Recentemente, o doutor proferiu as seguintes palavras ao rebater um de nossos artigos em seu blog: “O discurso vazio de algumas pessoas que nunca fizeram parte da administração pública, que jogam palavras ao vento, sem oferecer soluções práticas e aplicáveis (…)”. Em primeiro lugar, se entendi bem, Chiaparine diz que o cidadão que não está no cabide ou não foi eleito, não tem o direito de contestar os atos do nobre edil (ou de qualquer um da patota do Rei). Quer dizer que, como cidadão, eu ou você leitor não temos o direito de nos posicionar? De questionar? Vai catar coquinho. Doutor, essas idéias são um pouco fascistas. Vivemos em um Estado democrático, o AI-5 já acabou faz tempo. E, em segundo lugar, não ficamos de braços cruzados, pois apresentamos boa parte do esqueleto desde projeto (que a sua turma tanto teme) ao vereador Linho (PT).

O cidadão consciente nota a falta de transparência nos atos administrativos e a subserviência do Legislativo ao Rei Lopes Cruz. Até hoje o presidente da Câmara não explicou oficialmente sobre o caso da funcionária fantasma do departamento de áudio. Falou que iria averiguar, e  depois dispensou sem alarde. Outra questão que eu não entendo: por que  tantos cargos comissionados na fotocopiadora, a famosa máquida de “xerox”?

Para quem quiser ler o projeto que o Dr. Chiaparine não quer nem saber, clique aqui. Depois comente se o projeto tem ou não apelo popular.

Dr. Luiz Carlos Chiaparine já dizia o ditado popular: quem não deve, não teme.

Dr. Chiaparine, mais uma vez, é omisso na defesa da população

Infelizmente só vi esse vídeo hoje. A reportagem da TVB, de 17/02/2010, trata mais uma vez da questão da cobrança ilegal da taxa de protocolo pela Prefeitura.

Podemos notar que o vereador Linho novamente questiona o poder público. Infelizmente, a grande maioria dos outros vereadores ainda não sabe que o Legislativo deve fiscalizar o Executivo. Ainda preferem dar nomes a ruas da cidade.

Luiz Carlos Chiaparine cumpre seu papel de servo e chancela as atitudes do Executivo. Será que tomou a atitude em virtude de mais um parecer júridico rídiculo? Como que lesar a população com uma cobrança ilegal pode ser considerada “justa”? A Prefeitura diz que o dinheiro vai para a FUNSSOL e Chiaparine diz que é para “cobrir o custo administrativo do funcionamento do Protocolo”. Engraçado, o cara é eleito pelo povo, mas chega na Câmara e … representa o Rei.


Foto: ACS/CMI

O Fim do Silêncio se sente muito honrado de ter entre seus leitores o Presidente da Câmara de Indaiatuba, Luiz Carlos Chiaparine (PDT). Semana passada, em seu blog (http://chiaparine.blogspot.com) ele escreveu um texto rebatendo um artigo do OFDS, claro que sem dar nomes aos bois.

Esta semana recebi por e-mail um artigo com críticas direcionadas não só para minha atuação como presidente da Câmara, como também para vários vereadores, funcionários, secretários municipais e prefeito. Interessante a crítica vinda de pessoas que fazem parte um grupo político que maciçamente vem aparelhando o poder público federal e que dentro do sistema “democrático”, o que vale é apenas a posição e a opinião de seu presidente e que até mesmo a escolha de sua sucessora acontece sem uma discussão interna.

OFDS: Com relação à primeira parte do parágrafo, Sr. Dr. Chiaparine, OFDS agradece a audiência. Sobre aparelhamento da administração pública, o sr. deve entender bem, pois fez isso durante os anos de 2001 e 2008 na Secretaria de Saúde de Indaiatuba. Além disso, não sabe nem escrever, pois insinua que no PT “o que vale é apenas a posição e opinião de seu presidente” (o do PT? Atualmente é Ricardo Berzoini e o eleito é José Eduardo Dutra.), mas acho que ele queria se referir ao Presidente da República, no que estaria certo. Se Lula é um líder mundial, porque não deve conduzir os rumos de seu partido. Agora, brincadeira é um cara tocar neste assunto fazendo parte da patota do Rei, esta sim, guiada única e exclusivamente por Reinaldo Nogueira.

Apesar da liberdade que essas pessoas dizem ter, todas as decisões tomadas têm que ser chanceladas pelo partido. Interessante a posição do partido – e no momento que o país todo discute fidelidade partidária e discute decisões do supremo – que esse artigo venha questionar de forma irresponsável pessoas eleitas dentro de um projeto político referendado pela população.

OFDS: Nossa, realmente não dá pra entender como esse Dr. faz parte de um partido que leva ‘democrático’ no nome. Então, quer dizer que se é um projeto político referendado pela população não pode ser questionado. A cara dele é o PFL, que há pouco tempo mudou de nome para Democratas (outra piada pronta). Sr. Dr. aqui não é a sessão de Câmara presidida por Vossa Excelência, na qual a população não tem voz.

Não vivemos num sistema de anarquia e sim num estado democrático em que os partidos políticos se fazem representar por seus agentes políticos para que defendam seus projetos tanto no Executivo quanto no Legislativo. Em qualquer país do mundo em que é adotado este modelo, seja presidencialismo ou parlamentarismo, os partidos se fazem representar com ideias únicas no Executivo ou no Legislativo, não se perdendo de vista os papéis diferentes exercidos dentro de cada instituição. Entendo que nosso prefeito Reinaldo Nogueira tem prestado um excelente trabalho para nossa comunidade. No período de sua administração a cidade apresentou e continua apresentando um expressivo índice de crescimento, sustentando com bons serviços prestados, inclusive com avaliação externa de órgãos federais.

OFDS: Praticamente um parágrafo perdido. Nas primeiras cinco linhas ele diz nada com coisa alguma. Depois, uma opinião óbvia e pura bajulação. Aliás, uma boa pergunta para ele é se entre os “bons serviços prestados” estão incluídos os serviços de Saúde. Além disso, ele não sabe a diferença entre socialismo e anarquismo. Queremos que o Legislativo e o Executivo trabalhem direito. Se fossemos anarquistas, não queríamos nenhum governo, de nenhum tipo, como o senhor bem deveria saber.

Todos os problemas serão superados ao longo do tempo com as medidas necessárias. O discurso vazio de algumas pessoas que nunca fizeram parte da administração pública, que jogam palavras ao vento, sem oferecer soluções práticas e aplicáveis, não são é (correção OFDS: discurso vazio não são sinônimo é ótimo!) sinônimo de uma oposição inteligente.

OFDS: A primeira linha revela o que são “as palavras ao vento” citadas na 3ª linha. Depois tenta desqualificar OFDS porque seus integrantes são “pessoas que nunca fizeram parte da administração pública”. Olha, Dr. Chiaparine, muito nos orgulha não fazer parte de um governo comandado por seu Chefe. O senhor deve gostar mesmo daquelas matérias pagas que saem em revistolas e jornalecos da cidade, em que o senhor publica o que quer. Saiba conviver com opiniões contrárias, senhor doutor.

Temos como exemplo de nosso maior signatário, que é o Presidente da República, imbuído de forte ideologia política e partidária, que logo no início de sua campanha para o primeiro mandato, percebeu que era importante realizar composições dos mais diferentes partidos tanto de direita quanto de esquerda, e abriu mão de ideias retrógradas que não acrescentariam nada ao nosso país. Isso significa evolução. E diante da evolução o que se viu foi um crescimento econômico como nunca tinha acontecido, prevendo que cada administrador público enfrenta problemas e realiza o que é possível, além de não criar falsas promessas baseadas muitas vezes num mundo fora da realidade.

OFDS: Este parágrafo revela como é mal informado. OFDS propõe que o presidente da Câmara indique apenas um partido de direita que fez parte da coligação que elegeu Lula em seu primeiro mandato (para essa tarefa nem o Google ajuda). O mais próximo disso seria o PL (atual PR), que é um partido de centro, e independentemente disso, a aliança com os liberais trouxe a figura fantástica de José Alencar, grande empresário e senador, atualmente um dos políticos mais admirados do Brasil. Depois, ele sugere que o Governo Lula só teve sucesso, por seguir a cartilha da direita. Para ficar apenas em um exemplo de como a informação é totalmente errada, a maior distribuição de renda que ocorreu e continua ocorrendo no Governo Lula deixa a direita elitista de cabelo em pé. Por favor, né, senhor doutor?

O legislativo de Indaiatuba não é puxa-saco de ninguém. Não compactua com coisas erradas. Mas vai dar apoio e sempre apoiará o Executivo no que for bom e necessário para a população. Infelizmente nem sempre as decisões tomadas são simpáticas para a opinião pública num primeiro momento e que cabe sim à população, de modo geral, julgar se estamos no caminho certo, e não vir de uma única pessoa ou grupo isolado.

OFDS: Mas não é que ele fechou com chave de ouro? OFDS concorda que o Legislativo (instituição, por isso, a letra maiúscula) não é puxa-saco, apenas diz que a maior parte de seus integrantes são. Sobre não compactuar com coisas erradas, OFDS não insinuou isso, mas a Câmara tinha um ajudante de ordens (emprestado do Saae), uma operadora de áudio fantasma e, para fechar, aprovou um projeto beneficiando uma empresa fantasma. Mas isso, em hipótese alguma, é compactuar. Sugestão dO Fim do Silêncio: uma vez que o democrático/senhor/doutor/péssimo orador Chiaparine diz se preocupar com a opinião pública e com o julgamento da população porque, então, agiu para engavetar os projetos  “Transparência na Câmara” e  “Tribuna Livre Popular”? Ah, sim, OFDS tem um palpite: coerência não é bem o seu forte. Mas, apesar de tudo, aquele abraço, senhor doutor Chiaparine.

Vassalagem foi o sistema sócio-econômico usado principalmente na Idade Média, em que um indivíduo denominado vassalo, oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Indaiatuba, se vista por olhos mais críticos (e ácidos), tem semelhanças entre a administração pública e o antigo sitema feudal. Nosso prefeito, o Rei, está cercado por vassalos. Do mais alto ao baixo escalão. Da prefeitura à Câmara Municipal. Seus secretários, a esmagadora maioria dos vereadores, e muitos servidores. Com poder e cargos, o Rei garante cabrestos em toda a municipalidade. Se precisar é só brandir o chicote para constranger seus serviçais (vide o edil Fábio Conte).

Recentemente, o vereador Bruno “Ainda Verde” Ganem declarou à mídia local, que continua na situação (por sinal a oposição agradece), pois assim garante que as indicações sejam atendidas. Ganem: “Precisamos ter sempre uma boa relação com o Legislativo, para que entendam as solicitações que enviamos e as vejam com bons olhos”. “Legislativo”?! Lastimável, já que o cidadão tem direitos, e o poder público tem como obrigação atender a população, mesmo sem um “puxa-saco” que ainda não entendeu os atributos de um vereador.

Já faz um bom tempo que também questionamos o trabalho do Departamento Jurídico da Câmara  Municipal. Acontece que a Câmara em si, não tem esse departamento. Na verdade Eduval Messias Serpeloni, Willian Alves dos Santos e José Arnaldo Carotti são assessores jurídicos da Presidência. Todos eles foram nomeados e escolhidos (em tese) por Luiz Carlos Chiaparine. Mas todos sabemos quem é que realmente manda na Câmara.

Não sei você – leitor – mas algumas relações são vistas por mim com bastante estranheza. O fato é que a Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos está nas mãos de Walter Alexandre do Amaral Schreiner. Este é sócio da Schreiner e Stein Advogados Associados, na qual também trabalha Eduval Messias Serpeloni, o consultor jurídico da Presidência da Câmara. Não é difícil de engolir que um escritório jurídico da cidade detenha os senhores que emitem os pareceres para os dois poderes do Munícipio. Mais estranho ainda é o fato dos dois serem advogados do Rei em processos particulares.

Todos se lembram da rejeição da opinião pública quando os vereadores votaram contra o projeto da Tribuna Popular Livre. Agora, por meio de pareceres jurídicos rasos e sem fundamentação adequada, os projetos da oposição estão sendo rejeitados sem nem sequer entrar em votação. Para eles tudo é vício de iniciativa. Engraçado como vários projetos rídiculos e com erros graves passam voando até o expediente das sessões.

É claro que o edil Chiaparine certamente cumpre ordem de seu suserano. Como presidente da Câmara, ele pode ou não acatar os pareceres. Como vereador deveria usar a caneta em benefício da população. Espero que tenha peito para segurar a bucha sozinho.

Aqui vai o recado: Sr. Vassalo do Rei, Luiz Carlos Chiaparine, não adianta se esconder atrás dos pareceres e assessores, pois com o andar da sua carruagem, nós cidadãos concientes e a oposição concentraremos a fiscalização e críticas em sua pessoa. Estamos de olho em você!

Assisti à Sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira e o que vi foi vergonhoso. A chamada “Casa do Povo” negou-se a ouvir a sua voz.

O projeto foi apresentado pelo vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT). Após declaração de voto favorável feita pelo vereador Túlio Tomass Couto (PPS), passou-se a votação: a grande maioria dos “nobres” vereadores votou contra o Projeto de Resolução que beneficiaria o povo! Sem justificar e sem argumentar! Inclusive nenhum desses utilizou-se da tribuna nem na palavra livre, não quiseram postergar o momento deprimente que criaram. Além de Linho e Túlio, também votou a favor do projeto o vereador Agostinho Jr (PPS). O Silêncio na Casa foi ensurdecedor.

Segue abaixo um vídeo que fiz durante a sessão. Você pode até duvidar do que estou falando, mas as imagens não mentem.

Segue abaixo a lista dos vereadores e a posição de cada um perante o projeto.

CONTRA O PROJETO

A FAVOR DO PROJETO

Adalto
Adalto Missias de Oliveira – PDT
Agostinho Agostinho Andrade Júnior – PPS
Bruno Bruno Arevalo Ganem – PV
FabioFábio Marmo Conde – PSB Linho Carlos “Linho” Alberto Rezende Lopes – PT
Hélio Hélio Alves Ribeiro – PSB
HeltonHelton Antonio Ribeiro – PP
Cebolinha
Luis Alberto “Cebolinha” Pereira – PDT
Túlio Túlio José Tomass do Couto – PPS
Osmarbastos
Osmar Ferreira Bastos – PDT
Vera Vera Maria Curi Spadella – PDT