Áreas que todos consideravam públicas, na verdade, têm donos; e olha que não é intriga da oposição.
Esse assunto nunca foi tornado público, mas quem governou a cidade nos últimos 20 anos sabe: várias áreas do Parque Ecológico de Indaiatuba são privadas (neste caso, particulares, apesar de algumas delas emanarem odores nada agradáveis). Sim, é isso mesmo que você – caro leitor – leu: o parque tem dono e você não integra essa sociedade. Engraçado, é que o Rei destaca a obra como das mais importantes – e até pode ser -, mas omitiu ao longo dos anos este pequeno detalhe. Justiça seja feita, mas Clain, idealizador do projeto, Tonin e Onério também nunca tocaram no assunto. Agora, para manter o objetivo dOFDS, algumas perguntas que não querem calar:
Porque desapropriar somente algumas áreas na época em que o local era um imenso brejo e não valia nada? Agora, com todas as benfeitorias no entorno, as áreas valem uma nota preta.
Os proprietários pagaram IPTU ao longo desses anos? Pagaram pelo asfalto? Pagaram e continuam pagando a Prefeitura pela corte da grama, jardinagem e paisagismo? E os prédios construídos nelas, como o da Fiec/Cepin, configuram o quê? Benfeitorias em imóvel de terceiros?
Perguntinha ao MP: se receber reclamações sobre qualquer assunto, o órgão oficia a Prefeitura ou os proprietários?
E por falar nesses sortudos, afinal, quem são os proprietários das áreas, que antes eram um brejo e hoje estão supervalorizadas?
Para contar a história, vamos por partes (ilustradas, e se quiser vê-las em tamanho maior, basta clicar nas imagens):

É, você, não está enxergando errado não. O estacionamento, a concha, a tal academia de ginástica, os banheiros, a mata, as pistas de cooper, ou seja, toda aquela área em azul (M), que soma mais de 34 mil metros, é particular. O(s) dono(s) ganhou (ou ganharam) canalização, aterramento, pavimentação, paisagismo, entre outras coisas, de graça. Provavelmente sim, mas se OFDS estiver equivocado, então eles pagaram. Se sim, quanto? Onde estão os documentos que comprovem a transação? Só por curiosidade, a barraca de côco paga aluguel? Pra quem?
Será que, num belo dia, chegaremos ao Parque e o estacionamento vai ter cancelas e guichê para pagar? Não vai surpreender, essa turma adora uma cancela, haja vista o desvio do pedágio e o estacionamento do hospital.

Esta é a área em frente do Colégio Objetivo. Populares usam como pista para carrinhos de controle remoto. Coisa pouca, uns 60 mil metros quadrados. Deve ser só coincidência, mas justo nesse local o terreno já está aterrado.

Para não restar dúvidas, a última parte tem duas ilustrações. Somadas, as áreas chegam a pouco mais de 163 mil metros quadrados. Ninharia. Destaque para a área “C”, que apesar de ser a menor de todas, é justamente onde foi construído o prédio da Fiec/Cepin. Ou seja, está valendo nada, o valor é o mesmo de quando a área era um brejo. A pergunta que fica: como a Prefeitura investe milhões em benfeitorias em um área particular?

Por último, estas áreas acima ficam próximas à raia de remo. Coisa de 118 mil metros quadrados.
OFDS quer saber porque apenas estas, e não todas as pertencentes ao chamado Parque Ecológico, não foram desapropriadas? Qual é o segredo?
E aí, surpreso com as imagens, caro leitor? Está achando que é algum tipo de pegadinha? Que a próxima imagem será a do Serginho Mallandro fazendo “gluglu-gluglu”?
Infelizmente, não é. A informação é mais do que verdadeira, baseada em plantas fornecidas pela própria Prefeitura. Agora, para continuar mantendo o objetivo dOFDS: assim que tivermos os nomes dos felizes proprietários, publicaremos. Sejam eles quem forem.

É lindo assistir de camarote o esforço das lideranças políticas locais pela paternidade da luta contra o pedágio da SP-75: é o filho abandonado, que todo mundo já dava como “perdido” e depois de tanto se discutir e estabelecer os limites de suas ações, agora ganha o interesse e até disputa de paternindade pelo ex-prefeito José Onério (PPS), o prefeito Reinaldo Nogueira e o deputado Rogério Nogueira (PDT).
A verdade é uma só: se nos governos passados, tanto de Reinaldo (2000 a 2004) quanto de José Onério (2004 a 2008) não tivesse havido o entreguismo, hoje a população não precisaria se mobilizar para corrigir tais erros. Em 2007, Indaiatuba ganhou dois Pedágios de Bloqueio nos bairros Helvetia e Jd. Brasil sem a mínima discussão dos impactos sociais que seriam gerados para a cidade: à época, se considerou apenas o quanto seria revertido finaceiramente para o caixa da Rodovia das Colinas com o bloqueio de mais de 6 mil veículos com placas de outras cidade (em torno de R$ 3,16 milhões mensais); negociata por meio das qual sairia o financiamento de campanha dos seus autores. E o que Indaiatuba ganharia com isso? Absoutamente nada!!!
O contrato que originou o bloqueio em 2007 foi assinado pelo ex-prefeito José Onério sem a mínima discussão na Câmara Municipal, em total desrespeito à Lei Orgânica do Município (LOM), que exige autorização legislativa para concessão de bens municipais. Também, não se observou um acordo judicial de 1996, que garante o acesso de qualquer veículo pelo KM 62 da SP-75, onde foi instalado o monumento de Onério e Nogueira. Não se buscou a isenção aos motoristas de Indaiatuba na Rodovia, porque outros 6 mil veículos com placa de Indaiatuba não usavam o desvio e isso representaria outros R$ 3 milhões mensais no caixa da empresa.
O movimento popular levantou estas questões para por fim à farra do boi e, com tudo em evidência, já sinalizando o fechamento das torneiras, todos querem ser o pai da criança. Para isso, é preciso mais: são quase duas décadas de abuso a serem corrigidas!
O Ministério do Turismo do Governo Federal, em Brasília, visitou Indaiatuba na sexta-feira (25/09) para fazer uma fiscalização no Centro de Apoio ao Turista (CAT). A denúncia de irregulidades partiu do Gabinete do Vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT). O desvio de finalidade desta e de outras obras, feitas com verbas do Governo Lula, vem sendo promovido pelo Governo Reinaldo Nogueira (PDT) e tem como objetivo levar ao “desmanche” do setor e ao esquecimento os feitos do ex-prefeito José Onério (PPS).
A secretaria Municipal de Desenvolvimento ficou sabendo da visita da comissão de fiscalização e, por meio de sua Assessoria, ordenou que todos os funcionários fossem colocados em um ônibus e levados do Centro de Convenções para o CAT, para simular que a unidade estaria funcionando normalmente e, assim, enganar os fiscais do ministério. A diretora do departamento de Turismo teria se recusado a compactuar com farsa, mas teria sido obrigada. Também, foram colocadas tendas e funcionários no Parque Ecológico para prestar informações aos turistas.
Quem visitar o CAT pode facilmente constatar que o espaço foi totalmente alterado para abrigar a Central de Monitoramento da Guarda Municipal. O prédio recebeu na porta central o emblema COI – Centro de Operações e Inteligência, para designar a nova função do prédio, em substituição ao emblema CAT. Os vidros também foram blindados à prova de balas, para prevenir os riscos da nova atividade e a ação de bandidos.
O Ministério do Turismo é claro nas diretrizes de uso de obras com verbas do setor: tem que atender à destinação. O desvio de finalidade pode obrigar o prefeito Reinaldo Nogueira a ter que devolver o dinheiro usado no setor e, ainda, travar outras verbas já aprovadas. A sensação de impunidade do secretariado da Prefeitura de Indaiatuba tem resultado em práticas como essa. Mas, hoje Indaiatuba tem pelo menos um vereador de oposição na Câmara Municipal e a história é outra. Estamos de olho!
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O Município de Indaiatuba nunca recebeu tanta verba do Governo Federal para aplicar na área de Turismo como no Governo de José Onério (PPS), na época da base aliada do atual prefeito, Reinaldo Nogueira (PDT). Foram autorizadas, em 2005, verbas no valor de R$ 4.606.750,00 para o desenvolvimento do setor, das quais R$ 2.071.750,00 já foram liberadores. Sem contar que o Reinaldo perdeu uma verba deste Ministério no valor de R$ 9 milhões, para construção da nova Rodoviária, porque não teve interesse no projeto para não colocar em destaque o governo do seu antecessor e agora adversário político.
As verbas já liberadas e as finalidades são:
- R$ 195 mil para a construção de dois Portais Turísticos (cadê?);
- R$ 126,75 mil para implantação do Centro Itinerante de Informações Turísticas (seria o ônibus que está a serviço do setor?);
- R$ 50 mil para a Feira do Cavalo de Indaiatuba (FEICAVI);
- R$ 700 mil para Construção do Centro de Convenções de Indaiatuba;
- R$ 500 mil para Apoio ao Centro de Convenções de Indaiatuba;
- R$ 500 mil para Construção do Centro de Apoio ao Turismo (CAT);
As verbas ainda não liberadas:
- R$ 1,95 milhão para Pavimentação de Estradas;
- R$ 585 mil para Construção de Parque Temático;
Para 2009, existe mais R$ 600 mil de verbas para EVENTOS, que seria usada na Festa do Peão. Enquanto isso, Indaiatuba não terá este ano sequer uma manifestação em comemoração da maior data cívica da Nação Brasileira: O DIA DA INDEPENDÊNCIA EM 7 DE SETEMBRO. Para a Festa do Peão, que leva divisas embora da cidade e divide a opinião da população, sempre tem havido verba.