Segundo Chiaparine, atribuir a produção de Projetos de Lei aos vereadores é uma bobagem

A sessão ‘ordinária’ da Câmara desta segunda-feira quase foi um marasmo total, no entanto, muitas bobagens foram pronunciadas na tribuna e velhos hábitos voltaram à Casa. O rei absoluto das moções de 2009, Fábio “Moção” Conte, voltou a usar a ferramenta depois de um breve jejum. Somente 2 projetos foram votados. E 18 projetos nomeando ruas de um condomínio enviadas às comissões.
E como já é de costume em nossa Câmara, um dos dois projetos votados criava mais uma semana no calendário do Município. O vereador da oposição, Linho, aproveitou a deixa e criticou a apatia da Casa. Ponderou que os vereadores, no geral, têm produzido poucos projetos de lei. E demonstrou insatisfação com os vários projetos para denominar ruas, ou criar dias e semanas sei lá do quê.
O absurdo foi a resposta (mais pareceu desculpa) dos vereadores Bruno “Ainda Verde” Ganem, Adalto Missias de Oliveira e Luiz Carlos Chiaparine. Ganem se mostrou insatisfeito com o rótulo de “inúteis”, dados a esses tipos de projetos ao longo do ano passado. Não os acho inúteis, só extremamente secundários. Adalto afirmou que “tem que fazer esses projeto que aparecem, fazer o quê? (…). Dureza! Acho que o povo não deve mais votar nele, fazer o quê? Já Chiaparine disse mais uma pérola: “(…) aquela história de vereador ter que produzir e produzir projetos de Lei. Eu acho isso uma bobagem”. O doutor zomba do cargo, zomba dos votos recebidos, zomba dos cidadãos. Até o dicionário acabar esse discurso. Segundo o “pai dos burros”, legislar significa: “elaborar e promulgar leis, normas”. Simples e fácil. Não preciso explicar, né?! E se alguém disser que as leis não são cumpridas, cabe aos vereadores cobrarem o Executivo, e até mesmo providências do Ministério Público. Mas o discurso de Chiaparine não foi de todo ruim, já que desafiou a população a apresentar Projetos de Lei ao Legislativo. Afinal, não sabe fazer direito passa pra quem sabe.
Já cansei de dizer. É evidente que a maioria dos vereadores não descobriu as atribuíções dos cargos: fiscalizar e legislar. O que não acontece devido à subserviência dos vereadores, verdadeiros vassalos do Rei.
Para terminar deixo uma pergunta a vocês: como nomear ruas ajuda na vida da população?

Não leitores, não é ódio em nossos corações. Buscamos, acima de tudo, coerência. Vamos enumerar alguns motivos:
1º – Ele fala que gosta de movimentos populares. Vai na praça com megafone. Adora uma reunião. Mas quando a coisa é séria: esqueça. Já votou contra o projeto da Tribuna Livre Popular, onde o cidadão teria voz nas sessões da Câmara Municipal (para lembrar, clique aqui). Nem deu as caras nas manifestações contra o pedágio, um dos maiores problemas que afeta os cidadãos de Indaiatuba.
2º – Filiado ao Partido Verde (PV), diz que é ambientalista e vota a favor de vários projetos do Executivo que vão na contramão da causa ambiental, como o da mudança de uma área de preservação para área institucional. Segundo Ganem, a área era um “pasto”. Como ambientalista, poderia propor reflorestamento, por exemplo, mas preferiu deixar a Prefeitura edificar com concreto.
3º – Poluição visual não deve ser problema ambiental para o jovem edial, que deu o ‘exemplo’ e espalhou dúzias destes pelos muros e cercas das cidades. Aliás, com um Marketing ridículo. Números redondos e sem qualquer explicação, parece comercial do antigo 1406 (aquele das facas Ginzu e meias Varilux). “Vereador delivery” então é uma piada…
4º – Nada fez ou falou quando a Prefeitura concretou os canteiros de várias avenidas da cidade, sob a alegação de que a grama não crescia devido à sombra das árvores. Mais uma vez o ambientalista parece nunca ter ouvido falar do problema da impermeabilização do solo. Sem contar que não precisa entender de jardinagem para saber que existem espécies de grama que nascem na sombra.
5º – Montou um folheto e um blog anônimo, denominado “Jornal Direto”, que reproduz os releases da Prefeitua (aliás, coisa que vários jornalecos da cidade fazem). Mas ele não tem nem coragem de assinar. Aliás, não se sabe o que tem menos credibilidade: algo totalmente apócrifo ou algo assinado pelo nobre edil.
6º – Teve a cara de pau de parabenizar o recente projeto do lixo (aquele que traz algumas toneladas a mais de lixo de outras cidades para Indaiatuba) e ainda votou contra a emenda que buscava sanar o problema definitivamente.
7º – É suplente de vereador e usa isso como argumento para tudo. Não percebe que está empossado e portanto tem que agir como tal. Mas por viver com medo de perder a cadeira, acabou no cabresto do Rei. É um simples carneirinho, com a diferença de que nem de vez em quando berra.
8º – Mentiu para os eleitores no caso da Tribuna Livre Popular. Alegou que votou contra porque o projeto foi feito para fazer politicagem na Câmara. Mas em um depoimento do orkut, exposto pela mídia, ficou claro que o voto foi negociado. Veja a matéria do Mais Indaiá aqui e a imagem abaixo:

Como você pode ver, nobre leitor, Bruno Ganem é incoerente, um pseudo-ambientalista. Não honra as promessas de campanha. Simplesmente não representa o eleitor que confiou em uma liderança jovem (?) que poderia fazer diferente. Não faz.Trocou os votos consquistados pela promessa de continuar na cadeira. Mal começou na carreira política e já aderiu às práticas das velhas raposas.

Nota da coluna “Silvia em Revista”, do jornal Tribuna de Indaiá (06/02/2010):
O que todos temiam está acontecendo: Monte Mor está jogando seu lixo aqui. O nosso aterro sanitário pode vir a servir outros vizinhos. Monte Mor está escapando de pagar multa diária pelo descaso com seu lixo. Aí, mandou para Indaiatuba e economizou! Isso estava escrito faz tempo, não adianta políticos negarem. Por falar nisso, o que o nosso vereador verde (ou amarelo?) tem a falar sobre o fato? Lamentável.
OFDS: Ainda bem que não é só OFDS que vê a incompetência de Bruno “Ainda Verde” Ganem…

Bruno Ganem mentiu denovo. Informou o Jornal Exemplo que iria usar a Tribuna da Câmara para se explicar e não o fez!