As eleições de 2008 em Indaiatuba foram marcadas por um fato pitoresco: um candidato comprou dois imóveis de outro durante a campanha. Apesar de muitos duvidarem até hoje de que isso realmente aconteceu, o Rei comprou por R$ 300 mil a casa e uma sala comercial do então candidato a prefeito Zé Aristéia.

Na época, Aristéia acusou Reinaldo de subavaliar o patrimônio de quase R$ 9 milhões declarados à Justiça Eleitoral. Segundo ele, os bens ‘reais’ valeriam mais de R$ 60 milhões. Para se defender, Rei disse que aqueles eram os valores venais dos imóveis, que tal prática era comum e que compraria os imóveis de Aristéia, pois os mesmos também estariam abaixo do valor de mercado. Para provar o contrário, o candidato do PT aceitou vender seu patrimônio pelo valor declarado, R$ 300 mil.

Depois do negócio sacramentado, Rei disse que iria mostrar para Aristéia como “ganha dinheiro” e que “já tinha comprador para os dois imóveis”. Mais uma lorota real. Mais de um ano e meio depois, os imóveis estão disponíveis para venda ou aluguel. Ano passado, eles até foram alugados, por R$ 1,5 mil  (os dois). Então é assim que o megaempresário ‘ganha dinheiro’? Faz de um patrimônio de R$ 300 mil render R$ 1,5 mil, ou 0,5%? Pois faria mais dinheiro se pusesse tudo na poupança (na caderneta), que em meses bons chega a dar 0,7% ou em um fundo CDB qualquer.

Antes o Rei tivesse ficado quieto, pois a sua prepotência custou um bom dinheiro. Quer dizer, bom dinheiro para o cidadão comum, não para o Rei. Com muitos milhões de patrimônio, quem vai se preocupar com os R$ 300 mil mais mal aplicados da história?