Pois é, o Rei e sua patota anunciaram a semana inteira que a greve só atingia 5% dos funcionários e que não estava prejudicando os serviços. No site da Prefeitura (www.indaiatuba.sp.gov.br) nem existia.

Mas eis que surge um release hoje (20/05/2010), com o seguinte título: “Prefeitura consegue liminar para garantir o funcionamento dos serviços públicos durante greve“. O texto afirma: “A juíza de direito da 3ª Vara Cível concedeu liminar na tarde de quarta-feira (19) em favor da Prefeitura Municipal de Indaiatuba para assegurar a posse sobre os bens públicos, de modo a impedir os grevistas de ocupar e permanecer na entrada e área de entorno do Paço Municipal e dos demais prédios municipais”.

Por que o Rei entrou na Justiça se a greve não tinha adesão? OFDS acha que é porque a cada dia mais servidores aderem ao movimento. O número com toda certeza é bem mais expressivo que os dados do secretário de governo, Odair Gonçalves.

Outra parte que nos chamou a atenção: “A medida foi necessária diante do fato de grevistas estarem impedindo os servidores públicos municipais de entrar em seus locais de trabalho, comprometendo o atendimento à população em serviços essenciais como a Saúde e a Educação”. Bem, segundo a lei, educação não é serviço essencial que precisa de um mínimo de funcionamento. E em nenhum momento houve piquete.

O que preocupa o Rei é o poder de persuasão dos grevistas com os colegas. É garantido a todos empregar medidas pacíficas tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve – está na lei da greve ( nº 7783/89). O que a Prefeitura não divulga é que adota meios para constranger o servidor ao comparecimento ao trabalho e nesse ato tenta frustrar a divulgação do movimento. Tanto o constrangimento quanto o impedimento à divulgação são proibidos pela lei.

Com mais esses atos, fica evidente que a greve e os servidores estão, até o momento, ganhando essa queda de braço.