
Charge de Alexandre Brito publicada no jornal Tribuna de Indaia em 13/02/2010
Ontem, dia 7 de abril, o ex-presidente do PT de Indaiatuba, Janio Ribeiro, colocou uma mensagem em seu twitter: “Aos jornalistas que fazem da profissão um exercício de informação e busca da verdade, que procuram fazer matérias com isenção meus parabéns”. Apesar da falta de pontuação e do acento agudo em ‘exercício’ ser cortesia dOFDS, me considerei prestigiado com a frase.
Pois, para retribuir a homenagem farei um exercício de informação e busca da verdade. Janio foi candidato a vereador em 2008, quando presidia o PT local, e para variar foi eleito … suplente de vereador com 1.592 votos. A culpa pelo partido ter feito apenas um vereador foi dele. Com tantas candidaturas capengas, sem o mínimo de dinheiro, nem para distribuir material fornecido pelo partido, Janio conseguiu uma boa verba do PT Nacional, única e exclusivamente para sua campanha. Nesta altura, o jeito era Janio, ninguém em Indaiatuba apostava em outro nome como o mais votado do partido. A ironia do destino é que faltaram cerca de 200 votos para o PT ter dois vereadores na Câmara e adivinhe quem seria o segundo representante petista? Sim, ele mesmo. No final, o jeito foi Linho e somente ele.
Começo a desconfiar que Janio faz campanha para suplente. E, diga-se de passagem, com muito sucesso.

Janio sorridente com a presença do Rei
Aí, depois da eleição, no pior estilo tucano, passou a ficar em cima do muro, ao invés de combater, com todas as letras, o Rei. Foi exatamente nisso que acreditaram 1.592 cidadãos que o elegeram suplente. Mas não. Primeiro, na posse da nova direção do PT local, não fez nada para impedir a presença do Rei (sim, ele mesmo, Reginaldo Nogueira Lopes Cruz), que constrangeu a todos. E não adianta dar a desculpa do Suplicy. Ele poderia, sim, educadamente ter explicado ao senador – em um minuto – que o prefeito não era bem-vindo. Não foi essa a sua posição.
Mais recentemente, no episódio “A volta dos que nunca foram”, Janio declarou “apoio incondicional” ao Mercadante logo depois que soltaram o balão de ensaio que o Rei seria candidato a vice-governador na chapa petista. Foi quase uma declaração de votos no Rei. Sim, não é exagero. Por ser petista, até as carpas da Praça Rui Barbosa sabem que Jânio apoiaria qualquer candidato do PT ao Governo. O que ele declarou naquele momento foi apoio ao Rei de vice, e isso ficou muito claro. De ultra-radical que cogitou a saída do PT em 2005 para fundar o PSOL na cidade (deveria ter aceitado o convite de Ivan Valente), Janio deu uma endireitada de fazer corar o Boris Casoy. A proximidade é tanta que até a praga do gerundismo (falar e escrever no gerúndio) ele tem igual ao Rei. Basta entrar no blog dele. Lá também é possível vê-lo se tratar na terceira pessoa, mas essa ele copiou de outro Rei, parece o Edson falando do Pelé.
Entre um episódio e outro, escreveu e fez uma cunhada assinar uma carta mentirosa publicada em 23 de fevereiro pelo Jornal Tribuna de Indaiá, no qual apenas demonstra uma pequena grande dor de cotovelo por não ter sido ele o eleito. Será que é porque gastou os tubos na campanha – os tubos para os padrões do PT local – e a do vereador eleito custou cerca de 1/4 da dele? Não sei, talvez, pode ser, quem sabe?
Na sua nova batalha por uma suplência, agora, mais nobre, de deputado federal, Janio mais uma vez vai trair alguém. Ou alguém acha que o presidente do PT em 2008, Ricardo Berzoini, candidatíssimo a deputado federal, não espera contar com a ajuda de um companheiro que ele tratou tão bem para ter votos na cidade. Acho que não, estou ficando louco. Ele fez isso para ter um concorrente de peso (?) na chapa de deputados federais do PT e disputar votos com ele aqui em Indaiatuba.
Depois disso, vem o quê? Segundo ele diz para alguns eleitores e militantes, vem para prefeito em 2012 para bater de frente com o Rei. Essa é de doer. O problema aí é que não tem vaga de suplente na eleição para o Executivo.
Espero ter cumprido com o objetivo de “fazer da minha profissão um exercício de informação e busca da verdade”. Informações eu forneci aos montes e mentira não tem nenhuma, apenas fatos. É, acho que cumpri bem, modésita à parte. E fiz isso porque, definitivamente, o jeito não é Janio.
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Segue a abaixo a matéria Correio Popular (edição de 07/11/2009). Muito interessante o texto de Renata Esmi Laureano, que diferentemente do vereador coletor de currículos exalta a educação e cultura através de brincadeiras simples com a pipa. Acho que o Osmar não teve infância….
Indaiatuba proíbe empinar pipas em vias públicas
Brincadeira só será permitida em lugares predeterminados, como o Parque Ecológico e clubes
Rubens Morelli
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
rubens.morelli@rac.com.br
Céu azul, brisa suave, fim de semana. O cenário é ideal para brincar de pipa. Mas se você está em Indaiatuba, é bom tomar cuidado antes de soltar o carretel. Desde ontem, a cidade tem lugar marcado para empinar os tradicionais papagaios e pipas. Pelo menos é o que determinou o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), ao sancionar a Lei nº 5.657, de autoria do vereador Osmar Bastos (PDT), que proíbe empinar pipas, papagaios ou similares em vias públicas, exceto em lugares predeterminados pela Administração municipal.
De acordo com o vereador, a proposta da lei é conscientizar a população sobre os perigos envolvendo a pipa e o uso do cerol. “O objetivo é educar e orientar as pessoas para a prática saudável de empinar a pipa. Não temos a intenção de punir ninguém”, diz Bastos. Mas a lei prevê punição para quem descumprir a regra. A multa é de R$ 79,25 — equivalente a cinco unidades fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), cuja unidade tem o valor de R$ 15,85 — para cada conjunto de material apreendido e pode dobrar em casos agravantes.
A nova legislação causou estranheza entre a população. O comerciante Emerson Ruela, que vende pipas no bairro Morada do Sol, não gostou da novidade. “Sou contra o uso do cerol e acho certo fiscalizar quem usa esse tipo de linha. Mas proibir o pessoal de soltar pipa é demais. A pipa é uma diversão na rua”, afirma Ruela. “Acho que a molecada vai continuar soltando a pipa em qualquer lugar. Como é que a Prefeitura vai multar as crianças?”, indaga. “Daqui a pouco, vão proibir a turma de jogar futebol na rua porque é perigoso”, ironiza o vendedor Eric Leandro, que também não gostou do projeto.
A prática de empinar pipas está liberada em locais determinados pela Administração municipal, como o Parque Ecológico, campos esportivos, públicos ou privados, clubes associativos ou em áreas localizadas na zona rural. A fiscalização, segundo Reinaldo Nogueira, caberá à Prefeitura, em conjunto com a Guarda Municipal (GM). “Os fiscais vão passar onde há riscos aos motociclistas e pedestres. Não somos contra a pipa, mas queremos garantir a segurança, fazendo com que as crianças soltem pipas nos lugares corretos, evitando os acidentes”, afirma o prefeito.
Brincadeiras
O pedetista ressaltou que a pipa era uma das brincadeiras preferidas durante a infância. “Eu até vendia as pipas que um colega fazia. Sou a favor e apoio a brincadeira consciente. Existe até um projeto na Câmara sobre a realização de um campeonato de pipas na cidade, que deve sair em breve”, diz Reinaldo Nogueira.
Para vereador, quem usa cerol não será punido
O vereador Carlos Alberto Rezende Lopes (PT), o Linho, foi contrário à lei. Ele entende que a regra não pune o infrator, mas quem brinca de pipa inocentemente. “Temos de combater o cerol. Proibir a brincadeira de soltar pipa, que é tão tradicional, não vai resolver os perigos do cerol”, afirma. A mistura de vidro triturado e cola usada em linhas foi tema de diversos debates na Região Metropolitana de Campinas (RMC) nos últimos anos. Várias cidades criaram legislação própria contra o uso do cerol, incluindo Indaiatuba. A inovação, proibindo as pipas, desagradou ao vereador. “O Poder Legislativo deve pensar em outros tipos de projetos para a cidade. Uma lei como essa colabora para que a Câmara receba mais críticas da população”, afirma Linho, que não acredita no sucesso da causa. “O infrator, que usa cerol na linha, não vai até o local determinado para empinar a pipa. Essa lei vai prejudicar a criança que tem bom comportamento com as pipas. Temos que mobilizar a sociedade e o poder público para fazer campanhas de conscientização do bom uso das pipas, e não proibir.” (RM/AAN)
PONTO DE VISTA
Renata Esmi Laureano
Graduada em pedagogia e mestre em educação na área de formação de professores na Educação Infantil
Infância, tempo de brincar
Infância é tempo de brincar. E brincar é um direito da criança. Cabe aos adultos zelar e garantir que as crianças tenham tempo e espaço para suas brincadeiras. Ao brincar, a criança se apropria e reinventa a cultura. Pipa, pião, bola de gude e corda, entre outros, são brinquedos que compõem a cultura popular brasileira. Brincar com esses instrumentos é fortalecer a nossa identidade cultural. Para a criança, mais do que isso. É vivenciar a infância de modo múltiplo, em contato tanto com os brinquedos industrializados como os feitos à mão. É dialogar com o futuro, mas também com o passado. Um grande problema da urbanização é a falta ou a diminuição de espaços para as crianças brincarem nas ruas. Assim, as instituições de educação infantil assumem um importante papel de garantir o direito à brincadeira. E, por consequência, o desenvolvimento da criança.
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