Uma reunião que tinha como pauta as eleições municipais de 2012, ocorrida na noite da última quarta-feira, dia 17, no escritório político do ex-prefeito José Carlos Tonin, reuniu diversas lideranças políticas de oposição ao governo Reinaldo Nogueira.
Os representantes dos partidos presentes fecharam um acordo verbal para, independentemente do nome escolhido para prefeito, trabalharem a construção de um projeto alternativo para Indaiatuba e estarem juntos nas próximas eleições.
Os maiores partidos brasileiros estavam representados em âmbito municipal:
PT: a presidente do Diretório Municipal, Daniela Pelizzari, o vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho, e diversos filiados;
PMDB: José Carlos Tonin (Ex-prefeito e deputado por 2 mandatos, membro das executivas estadual e municipal do PMDB) e Du Tonin;
PSDB: Irineu Ferraz (Presidente municipal do PSDB) e Ricardo Rangel (Vice-presidente municipal do PSDB)
DEM: Elísio dos Santos, o Café (Presidente municipal do DEM)
PV: António Jorge Trinca (pré-candidato a prefeito)
PSC: Rubinho (representando o presidente municipal do PSC, Adolfo Cheskys)
PC do B: Filé
O engenheiro Alexandre Peres (ex-superintendente do SAAE e pré-candidato a prefeito) também estava presente e assinou no evento sua ficha de desfiliação do PDT.
Foi apenas o primeiro passo, mas muito promissor.
Agora, o script previsto é: os pré-candidatos a prefeito e vereador vão visitar lideranças e convidá-las para embarcar neste projeto.
O que menos importa é o nome que vai encabeçar a chapa para prefeito, o que realmente interessa é que se ninguém ‘roer a corda’ ou usar o encontro para negociar com o Rei, a oposição vai estar mais forte do que nunca para governar Indaiatuba.
O assédio ‘real’ será forte e virá das mais variadas formas, principalmente, por alguns dos presentes na reunião já terem feito parte do grupo político que governa a cidade há 15 anos.
Muita coisa boa foi feita, mas ainda há muito o que se fazer. A união da oposição é a (única) luz no fim do túnel. Agora imagina o tempo de propaganda que terá uma coligação com PT-PMDB-PSDB-DEM-PV-PSC-PCdoB, apenas para citar os maiores partidos? Imaginou? Agora imagina o tempo do Rei com aquela sopa de letrinhas ‘miúdas’? Imaginou? O Rei, que já não é muito bom pra discursar, vai ter que se virar como Enéas e colocar as barbas de molho …
Você, caro leitor, já percebeu o quanto OFDS adora o vereador Bruno “en”Ganem (PV). Até publicamos o texto “Por que questionamos tanto o vereador Bruno Ganem?” para demonstrar com argumentos coerentes que não se trata de uma mera perseguição pessoal. Perseguição política?! Depende, OFDS só gostaria que ele não fosse mais eleito, nunca mais, chega de bancar o inocente…
Mas parece que Ganem está cada vez mais cara de pau. Suas atitudes não refletem a imagem de político sério, que procura passar em suas ações de propaganda barata. De um tempo para cá, passou a fazer cafés da manhã na Câmara com “boca livre” (palavras do próprio vereador, veja aqui), com dinheiro público, promoções com sorteios de livros (veja aqui) e agora resolveu apelar para dinheiro em espécie.
Pois é, como se pode notar na imagem (ou aqui se preferir), o vereador não vê nenhum problema moral e/ou ético, em fazer promoção pessoal utilizando-se de $$$. Acho que o jovem edil precisava rever os conceitos de ética.
Com certeza o Dr. Chiaparine, o presidente da Câmara, não aprova essa atitude. Para OFDS, isso é uma falta grave, falta de decoro. Esse fato abre motivos para a perda do mandato. O Regimento da Câmara deve ser respeitado.
Alguém ainda acha que OFDS simplesmente persegue Ganem?! Diga sinceramente e reflita, o que esperar de um vereador que faz “boca livre” com dinheiro público, faz sorteios, dá dinheiro e anda sempre no cabresto do Rei?
PSDB e DEM entraram com ação no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) contra a divulgação de cartaz do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), que aponta os nomes dos deputados que, em 2009, votaram a favor do Projeto de Lei Complementar nº 29, conhecido como PLC 29. Em decisão liminar, o juiz Luís Francisco Aguilar Cortez determinou a retirada dos existentes nas escolas.
“Nós achamos injusta a proibição, mas estão cumprindo a decisão”, afirma a Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp. “Por que o TRE-SP não proíbe a propaganda do Serra que divulga a história de dois professores na sala de aula, que é uma mentira?”
O PCL 29 arrebentou com o Plano de Cargos e Salários dos professores da rede estadual de ensino. Ele institui a prova de mérito para evoluir na carreira e receber até 25% de aumento. Ele prevê ainda que serão promovidos até 20% dos professores que atingirem uma pontuação pré-estabelecida numa prova. Ou seja, exclui 80% da categoria. Por isso, a Apeoesp foi contra o PLC 29. Ele, porém, foi aprovado.
“A Secretaria Estadual de Educação elegeu a avaliação individual do professor como a grande saída para a péssima situação das escolas estaduais. Com isso, tenta jogar o foco dos problemas educacionais sobre o educador”, justifica Maria Izabel. “Entendemos que a educação vai além da relação professor-aluno em sala de aula e dos conhecimentos individuais de cada professor. Não basta, portanto, uma prova de conhecimentos do professor para que se assegure a qualidade de ensino.”
“Já pensou a gente aplicar uma provinha em cada deputado, para dar aumento apenas para uma minoria?”, questiona Izabel Noronha. “Da mesma forma, que eles não admitiriam a provinha, nós não concordamos com ela.. Por isso, agora, queremos dar o troco naqueles que votaram a favor da PLC 29 e contra os professores.”
ESTES DEPUTADOS VOTARAM CONTRA OS PROFESSORES
DEM: Edmir Chedid, Estevam Galvão, João Barbosa de Carvalho, Milton Leite Filho
PPS: Alex Manente, Davi Zaia, Roberto Morais, Vitor Sapienza
PRB: Gilmaci Santos, Otoniel Lima
PSB: Ed Thomas, Jonas Donizette, Luciano Batista, Marco Porta, Vinícius Camarinha
PSC: Said Mourad
PSDB: Analice Fernandes, Bruno Covas, Cassio Navarro, Celino Cardoso, Celso Giglio, Fernando Capez, Geraldo Vinholi, Hélio Nishimoto, José Augusto, João Caramez, Maria Lucia Amary, Mauro Bragato, Milton Flávio, Paulo Barbosa, Pedro Tobias, Roberto Massafera, Rodolfo Costa Silva, Samuel Moreira, Vaz de Lima.
As eleições de 2008 em Indaiatuba foram marcadas por um fato pitoresco: um candidato comprou dois imóveis de outro durante a campanha. Apesar de muitos duvidarem até hoje de que isso realmente aconteceu, o Rei comprou por R$ 300 mil a casa e uma sala comercial do então candidato a prefeito Zé Aristéia.
Na época, Aristéia acusou Reinaldo de subavaliar o patrimônio de quase R$ 9 milhões declarados à Justiça Eleitoral. Segundo ele, os bens ‘reais’ valeriam mais de R$ 60 milhões. Para se defender, Rei disse que aqueles eram os valores venais dos imóveis, que tal prática era comum e que compraria os imóveis de Aristéia, pois os mesmos também estariam abaixo do valor de mercado. Para provar o contrário, o candidato do PT aceitou vender seu patrimônio pelo valor declarado, R$ 300 mil.
Depois do negócio sacramentado, Rei disse que iria mostrar para Aristéia como “ganha dinheiro” e que “já tinha comprador para os dois imóveis”. Mais uma lorota real. Mais de um ano e meio depois, os imóveis estão disponíveis para venda ou aluguel. Ano passado, eles até foram alugados, por R$ 1,5 mil (os dois). Então é assim que o megaempresário ‘ganha dinheiro’? Faz de um patrimônio de R$ 300 mil render R$ 1,5 mil, ou 0,5%? Pois faria mais dinheiro se pusesse tudo na poupança (na caderneta), que em meses bons chega a dar 0,7% ou em um fundo CDB qualquer.
Antes o Rei tivesse ficado quieto, pois a sua prepotência custou um bom dinheiro. Quer dizer, bom dinheiro para o cidadão comum, não para o Rei. Com muitos milhões de patrimônio, quem vai se preocupar com os R$ 300 mil mais mal aplicados da história?
“Seis meses e nada”, a frase da apresentadora do Jornal Regional da EPTV Campinas (05/01/2010) resume bem o que pensam os cidadãos sérios que não esquecem as promessas do Rei & cia.
Ano passado, o prefeito Reinaldo Nogueira e o seu irmão, o deputado estadual Rogério Nogueira, soltaram aos quatro ventos que fecharam a cadeia feminina de Indaiatuba e que no local seria construída uma superdelegacia. Além da promessa, Rogério fez campanha em outdoors espalhados pela cidade, no qual se intitulava responsável pela conquista. O caso, inclusive, está no Ministério Público, pois alguns dos painéis estavam em áreas públicas.
Mas do que adianta uma superdelegacia se, em Indaiatuba, a Polícia Civil conta com pouquíssimos funcionários. Vamos ver se o nobre deputado faz alguma coisa pela cidade e demonstra se realmente tem força política e consegue mais investigadores, escrivães e delegados. Um prédio lindo, enorme, cheio de departamentos e com o mesmo efetivo não melhora em nada a situação da população.
Salto, por exemplo, tem 113.597 habitantes e conta com 7 delegados. Indaiatuba, a cidade perfeita tem quase o dobro de população e, pasmem, tem apenas 3 delegados. Parece até piada falar que Rogério tem qualquer cacife político em relação ao Governo do Estado. Não tem, ah, isso não tem mesmo. Já está terminando o segundo mandato (já são 7 anos) e não conseguiu nada, nenhum equipamento ou funcionário, para a Polícia Civil daqui. E ainda tem a cara de pau de se vangloriar de ter fechado a cadeia, quando, na verdade, isso já estava previsto no cronograma da Secretaria de Adminsitração Penitenciária há um bom tempo.
Parece que um prédio bem projetado e construído fica melhor na foto de campanha do que ações efetivas para tentar minorar o problema da violência em Indaiatuba. Esperamos o desfecho desta novela (e olha que nem falamos no número rídiculo do efetivo da PM).
Essa história é igual aquela do burro, em que o dono do animal pendura uma cenoura em frente à cabeça do mesmo e, quando o bicho se movimenta, o legume, obviamente, faz o mesmo, e o quadrúpede nunca consegue alcançar seu objetivo. Transportando para Indaiatuba, a superdelegacia é a cenoura da população, que, às vezes sem saber, acaba interpretando o protagonista da história.
Há pouco mais de um mês (26/11/2009), no artigo “Direito de quem?”, fizemos uma enquete: Diante destes problemas, qual seria o melhor presente de Natal para o prefeito Reinaldo Nogueira Lopes Cruz? A resposta mais votada foi: Um(a) novo(a) secretário(a) para a Secretaria da Educação. Para nossa felicidade, um de nossos pedidos para 2009 já foi atendido. E para aproveitar, segue nossa lista de desejos para 2010.
Para o Executivo:
Que mais uma secretária (nada contra as mulheres, hein !?) vá resolver problemas pessoais para que tenhamos cultura de melhor qualidade. Para sermos mais claros: adeus, Érica Hayashi Kikuti Novachi!
Melhor atendimento na área de Saúde.
Mais segurança, se bem que isso é melhor colocar nas mãos de Deus, porque nem Prefeitura muito menos Governo do Estado parecem ser capazes de proporcionar o mínimo dela para a população.
E se o item anterior for cumprido (o que realmente duvidamos), que nele esteja incluído o secretário de Administração, Núncio Lobo Costa, e toda a sua família.
Que a nova secretária da Educação, Ana Rita Trasferetti, limpe a máquina janeísta e dê realmente novos ares à Seme. Porque não adiantará nada continuar vigorando o mesmo pensamento arcaico no segundo e terceiro escalões após 13 anos.
Para o Legislativo:
Coerência do Departamento Jurídico (está bem, isso é mais sonho do que desejo).
Menos moções de Fábio Conte.
Menos acessos a sites pornôs no gabinete de Osmar “RH” Bastos, que aliás, bem que poderia ser cassado em última instância (por trocar votos por vagas de emprego), sem direito a recurso.
Pelo menos um projeto de lei (de verdade) do vereador Helton Ribeiro (unzinho só).
Um tênis novo para Bruno “Ainda Verde” Ganem, que tem andado muito pela cidade. E um relógio que mostra a distância correta percorrida, caso contrário, até o final do mandato ele terá dado (de acordo com seu gabinete) 2,5 voltas completas ao redor da Terra.
Um pouco de azar para Luiz Alberto “Cebolinha” Pereira na hora de tirar a bolinha para a Palavra Livre.
Que a Dra. Vera Spadella não espere mais três mandatos para apresentar outro projeto de lei.
Que a carreira do Dr. Túlio José Tomass do Couto siga firme e que ele possa aspirar novos projetos.
Um pouquinho de carisma para o presidente Luiz Carlos Chiaparine (tipo, um pouquinho só, se fosse possível mensurar, umas 10 toneladas de carisma).
E, toda a sorte do mundo para a campanha do Rogério Nogueira Lopes Cruz em Salto. E só.
Para o povo:
Consciência de que voto vale mais que R$ 30 e um botijão de gás. Mais que uma cesta básica ou uma conta de água paga. Simples assim.
Que o povo seja menos corrupto, pois a classe política é uma representação fidedigna dos seus representados, a maioria da população, infelizmente, se estivesse no poder, faria pior em termos de corrupção.
Menos ignorância e preconceito e mais educação e tolerância.
E você, o que espera para Indaiatuba em 2010? Deixe seu comentário!
A pipa é diversão para crianças de várias épocas e de várias civilizações. Teorias, lendas e suposições acham que o primeiro vôo de uma pipa ocorreu em torno de 200 anos antes de Cristo, na China. No Egito, hieróglifos antigos já contavam de objetos que voavam controlados por fios. Os fenícios também conheciam seus segredos, assim como os africanos, hindus, polinésios e chineses.
Mas o Projeto de Lei 179/2009, do vereador Osmar Bastos (PDT), pode limitar a brincadeira e diversão de muita gente, principalmente das crianças.
O artigo 1° afirma que a prática de soltar pipas, papagaios e similares em vias e logradouros públicos fica proibida, só abre uma exeção: Parque Ecológico e em locais determinados pelo poder público. As crianças poderão empinar as pipas de dentro casa, terrenos e até da laje, pois nas praças e parques, só será possível se a Prefeitura Municipal autorizar. E coitado daquele que morar longe do parque.
Ao ler o texto do projeto em sua totalidade, não tive dúvida, o nobre edil na verdade quer combater a brincadeira milenar para reprimir o uso do cerol. O artigo 5° fala sobre a comercialização de cerol e o artigo 6° fala das penalidades (só contém multa para quem usar ou vender cerol).
O artigo 7°, no parágrafo único, é uma piada! Pois mesmo o menor que tiver o material apreendido (e olha que em nenhum momento o PL menciona a apreensão) e for vencedor do recurso e, portanto, inocente, não terá os artefatos devolvidos.
Mas ai eu recordo que já temos a Lei Municipal 4.658/05 que proibi o uso e comercialização cerol em nosso Munícipio, a Lei Municipal 5.541/09 que aumentou as penalidades previstas na Lei 4.658/09, além da Lei Estadual 12.192/06 que proíbe o cerol em todo Estado. Percebo que já temos leis demais e fica aqui os meus parabéns pelas leis de nosso Município (mas rígidas e completas que a Lei Estadual).
Os vereadores deveiram priorizar a fiscalização e a educação das crianças, ainda mais por Indaiatuba deter boa parte dos estudantes de nossa cidade em escolas municipais. A CPFL inclusive elaborou uma cartilha sobre segurança ao empinar pipas (veja aqui).
Acho que esse projeto deve-se resumir ao artigo 9°: “Em conjunto com as autoridades locais de ensino, o Município poderá desenvolver campanhas anuais contra o uso indequado de pipas, papaguaios e similares, em especial quanto ao uso de linhas dotadas de cortantes (cerol)”, mas mesmo assim eu trocaria a palavra ”quanto” por “contra”.
Resumindo tudo: o projeto não serve pra nada, pois já existem leis tratando do assunto. Atitude típica de um vereador que quer mostrar serviço, mas não sabe como. Mete os pés pelas mãos, com a ajuda do Departamento Jurídico da Câmara, que diga-se de passagem, aceita tudo quanto é porcaria. Osmar dá aquela apertada na buzina de seu avião imaginário. Penso que ele deve continuar recolhendo currículos e encaminhando para empresas, porque legislar não é bem a sua praia. Assim espero sinceramente o voto coerente por parte dos outros vereadores.
“(…) continuamos buscando os devidos termos legais para que a cobrança do mencionado pedágio ocorra de maneira correta, acabando com o atual absurdo de uma tarifa injusta, que só prejudica a população de indaiatuba.”
Quem lê pensa que a frase do líder do Governo, Luiz Alberto ‘Cebolinha’ Pereira (PMDB … errrr, quer dizer, PDT) é de alguém que vem brigando pelo pedágio da SP-75 há anos. Mas não é.
Agora que a questão terá novidades, com o andamento da ação no Ministério Público, todo mundo vai querer surfar a onda. Na audiência pública e na manifestação contra o pedágio nenhum vereador da situação deu as caras. Estranho, né? Não, não é.
Pessoa inteligente, com discurso articulado, Cebolinha sabe mais do que ninguém que o problema do pedágio já poderia ter sido atenuado pelo seu chefe. Reabrir o acesso à rodovia pela Estrada do Sapezal e asfaltar o bairro Chácaras Alvorada são ações simples, que dependem apenas de vontade política, e que com certeza pressionaria a Rodovia das Colinas a renegociar melhores condições para a população de Indaiatuba.
Isso não é publicado em lugar nenhum, mas é a verdade, e Cebolinha sabe disso: o pedágio de bloqueio é uma aberração que entregou todo o fluxo de veículos com placas de outras cidades (carros e caminhões que cortavam pedágio antes) de graça para a Colinas. Porque falar que asfaltar meia dúzia de metros quadrados de vias (em frente de propriedades de vocês sabem quem) é contrapartida, é gozar com a cara de todo mundo.
Chega de historinha! Todos sabem – ou deveriam saber – quem sempre lutou contra o pedágio e quem sempre fez de conta que lutou, mas, nos bastidores, só agiu para beneficiar a Colinas. O Rei ainda teve a petulância de falar que deitaria na rodovia para protestar contra a Colinas. Agora, o líder dele pegar carona assim, do nada, pode ser um sinal de que alguma coisa boa (para a população) vai acontecer. Tomara.
Não é a primeira vez que falo sobre o vereador Bruno Ganem. Mas graças a mais uma atitude afoita do jovem vereador, manifestada em seu projeto de lei nº 0166/2009, o tiro está saindo pela culatra.
Sempre preocupado com o meio-ambiente, e muitas vezes com razão, desta vez os inimigos do verde edil são os produtos “Chumbinho” e ”Temik 150″, usados para matar roedores e animais domésticos como cães e gatos.
O projeto de lei confunde dois produtos distintos. ”Chumbinho” não é nessáriamente composto por aldicarbe (substância ativa do “Temik 150″) e pode ser feito a partir de outros agrotóxicos.
Acontece que a compra do “Temik 150″ já é restrita e controlada, e o produto não precisaria de uma regulamentação municipal para ser comercializado, pois o controle já é feito pela ANVISA.
Mas quando trata do ”Chumbinho” é que o PL torna-se ainda mais absurdo, pois a compra e venda deste produto é ILEGAL em todo país, pois o produto sequer possui registro da ANVISA ou outro orgão governamental.
Caso esse projeto seja aprovado na próxima sessão da Câmara Municipal (já foi aprovado em 1ª votação), o produto (pasmem!) vai ser regulamentado em nossa cidade. Brilhante … ainda mais partindo de um vereador do partido verde.
Ganem está afoito, querendo mostrar serviço, mas – sem trocadilhos – ainda está verde. Uma simples consulta no Google (caso não saiba, nobre edil, segue o link: www.google.com.br) impediria esta patacuada.
Caso você leitor, tenha alguma dúvida, segue os link abaixo:
O Município de Indaiatuba nunca recebeu tanta verba do Governo Federal para aplicar na área de Turismo como no Governo de José Onério (PPS), na época da base aliada do atual prefeito, Reinaldo Nogueira (PDT). Foram autorizadas, em 2005, verbas no valor de R$ 4.606.750,00 para o desenvolvimento do setor, das quais R$ 2.071.750,00 já foram liberadores. Sem contar que o Reinaldo perdeu uma verba deste Ministério no valor de R$ 9 milhões, para construção da nova Rodoviária, porque não teve interesse no projeto para não colocar em destaque o governo do seu antecessor e agora adversário político.
As verbas já liberadas e as finalidades são:
- R$ 195 mil para a construção de dois Portais Turísticos (cadê?);
- R$ 126,75 mil para implantação do Centro Itinerante de Informações Turísticas (seria o ônibus que está a serviço do setor?);
- R$ 50 mil para a Feira do Cavalo de Indaiatuba (FEICAVI);
- R$ 700 mil para Construção do Centro de Convenções de Indaiatuba;
- R$ 500 mil para Apoio ao Centro de Convenções de Indaiatuba;
- R$ 500 mil para Construção do Centro de Apoio ao Turismo (CAT);
As verbas ainda não liberadas:
- R$ 1,95 milhão para Pavimentação de Estradas;
- R$ 585 mil para Construção de Parque Temático;
Para 2009, existe mais R$ 600 mil de verbas para EVENTOS, que seria usada na Festa do Peão. Enquanto isso, Indaiatuba não terá este ano sequer uma manifestação em comemoração da maior data cívica da Nação Brasileira: O DIA DA INDEPENDÊNCIA EM 7 DE SETEMBRO. Para a Festa do Peão, que leva divisas embora da cidade e divide a opinião da população, sempre tem havido verba.
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