charge-sujeito

Cada vez que acompanho as sessões da Câmara Municipal chego à conclusão que nossos vereadores, em sua imensa maioria, são totalmente desprovidos de senso crítico.

Senso crítico nada mais é do que a faculdade de apreciar e julgar com ponderação e inteligência. E onde chegamos com isso? Resposta simples: conclusões e opiniões.

Já estou cansado de ver pedidos de moções pelo aniversário da churrascaria “X” (olha o jabá), projetos de lei para o dia da profissão “Y” (acho que o dia nacional não serve), indicações e mais indicações absurdas que não irão sair do papel (não era melhor o vereador cobrar o prefeito ou o secretário responsável, mas aparecer é melhor que resolver né?!) e projeto de lei denominando a rua “Z” com o nome de “Fulano de Tal”. Além dos pedidos, os nobres edis sobem a tribuna da casa para defender, nada mais que a obrigação.

E por falar em rua o vereador Bruno Ganem encaminhou um projeto de lei denominando uma rua da cidade com o nome “Rua Movimento Jovem”. Não teria nada de mais se o edil não fosse o secretário-executivo e o presidente Rodolfo Oliveira, chefe de gabinete do vereador Bruno Ganem. Já falei e volto a repetir: ele só tem cara de bom moço.Está ainda verde para muitas coisas, mas para politicagem já está bem maduro , já está aprendendo as artimanhas do poder, já trocou voto pela cadeira, agora está tentando usar a casa para beneficiar a “ONG” que ele usa de trampolim político. Que a população e o próprio Movimento Jovem fiquem de olhos abertos e não sigam a boiada….

Interessante é que quando o assunto são projetos de lei relevantes que devem ser discutidos ou projetos absurdos o mesmo empenho não ocorre. Exemplos:

  • O PL do vereador e especialista em RH Osmar Bastos (PDT) que proibia as pipas nas ruas de Indaiatuba foi aprovado com apenas 1 voto contrário. Na segunda votação nem o autor defendeu o projeto na tribuna.
  • O PL do “chumbinho” do vereador Bruno Ganem (PV) só não passou graças às críticas da mídia. E quem acabou barrando o projeto foi o próprio autor aos 45′ do segundo tempo, pois o mesmo (pasmem) já havia sido aprovado em primeira votação.
  • O PL sobre a Tribuna Popular Livre, de autoria do vereador Linho (PT), ótimo projeto, recebeu apoio da população e entidades (inclusive a OAB). Bem, o projeto foi rejeitado, ninguém falou porque votou contra.

Atitudes como essa me fazem pensar se eles realmente representam o povo com respeito.

Requerimentos então, só vejo um vereador pedindo. Mas para quê eles iriam pedir documentos para fiscalizar o poder Executivo (principalmente a figura do REI)?!

Palavra Livre então nem se fala (sem querer, saiu um trocadilho). Nessa hora a debandada começa, poucos falam, muito menos sobre assuntos interessantes e em especial o caronista da Câmara, o nobre edil Cebolinha-PDT, que só fala depois do Linho-PT para remendar e defender o Rei.

Bons, no caso do Legislativo local, eram os tempos dos governos Clain/Tonin, onde os vereadores se degladiavam em debates calorosos, e, diferentemente do marasmo de hoje, a democracia parecia mais verdadeira. Por isso que toda unanimidade é, no mínimo, burra e ter uma Câmara no cabresto é inaceitável, ainda mais quando é formada à base de: banco de currículos, kits de churrasco, dentaduras, 10 real (não é um erro de português), receita médica, etc.

Caros vereadores, menos nomes de ruas, menos moções, menos “dias de”, por favor, mais trabalho e mais projetos de interesse dos cidadãos que pagam os seus salários.

E para lembrar, o projeto de Transparência vem ai. Quero ver os argumentos e os votos. Não me venham com rejeição e silêncio, pois já estamos fartos…

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