O presente texto discorre somente sobre os reinaldistas enrustidos (a maioria) e deixa de fora os que estão pendurados no serviço público municipal há mais de 12 anos, em cargos comissionados, e ganhando ótimos salários, enquanto a grande parte do funcionalismo é tratada à pão e água. Mas não são os dois juntos não. É um dia pão e no outro dia, água.

1) O reinaldista enrustido solta as quatro ventos que odeia política, que todos são corruptos. Quando chega as eleições vota no Reinaldo Nogueira, no Rogério Nogueira, e nos candidatos apoiados pelo Rei. Esquece-se das ligações sanguíneas pitorescas, principalmente com quem tem Lopes Cruz no sobrenome. Candidatos de esquerda ou petistas, então, nem pensar. Se o “maníaco do parque” chegar ao segundo turno apoiado pelo Rei, adivinha em quem ele vai votar?

2) Acha que a cidade só melhorou com a administração do Rei. Atribui conquistas de outros governos a ele. Exemplos: vinda da Toyota (Flávio Tonin) e projeto urbanístisco do Parque Ecológico (Clain Ferrari). O reinaldista de carteirinha só falta dizer que foi o Rei quem colocou Indaiatuba em local tão previlegiado, próximo das rodovias mais importantes do País e do Aeroporto de Viracopos. Enfim, o desenvolvimento da cidade se deve a ele, e somente a ele (se fosse um reinaldista escrevendo, colocaria a palavra “Ele” em maiúscula).

3) Culpa o governo de São Paulo pelo aumento da violência. Mas vota há 12 anos na tucanada apoiada pelo Rei. Elegeram Mário Covas, Alckmin (Picolé de chuchu) e Serra. Sempre com o apoio do Rei, que em 1998, diga-se de passagem, deu uma voltinha no jipe do Maluf. Em todas as eleições, o PDT ou tinha candidato próprio (como em 2006) ou apoiou formalmente outro candidato, o que não impediu o Rei de provar que é um “homem de partido”.

4) Odeia as praças de pedágio de Indaiatuba, acha que R$ 8,80 é um verdadeiro assalto à mão armada. Enfim, acha um absurdo, mas mesmo assim não corta o pedágio, paga a tarifa e, claro, vota no Rei. E ainda defende o discurso de que ele tenta (coitado), mas não pode fazer nada. Aliás, defende que ele já fez muito de asfaltar o desvio. Sobre abrir a Estrada do Sapezal ou asfaltar o bairro Chácaras Alvorada, nenhuma palavra.

5) Diz que para resolver o problema da cidade, tem que “investir na Educação”. Aí, o Rei deixa a Jane Shirley Escodro Ferretti por 13 anos na Secretaria de Educação. Diz também que o “povo precisa de cultura” e deixa a Érica Hayashi Kikuti Novachi por mais de 13 anos na Secretaria de Cultura. Se ela dança, o povo também dança, já dizia o poeta carioca.

6) Em uma discussão sobre política de Indaiatuba, o cara não aguenta, e se você for da oposição, ele se enfurece e começar a falar mal do Lula, da Dilma, do PT ou de Cuba. Lembra de todos os escândalos do Governo Lula, mas aqui, em Indaiatuba, esquece de qualquer questão que possa macular a imagem do Rei.

7) Adora alguns dos jornais gratuitos da cidade (e um que é pago também, bonito, porém, oficialesco), todos reinaldistas . Os caras têm o “pachorra” de publicar indicações de vereadores no topo da página, além de muitas matérias copiadas do releases das assessorias de imprensa da Prefeitura e da Câmara. Aliás, se esses departamentos fizerem greve, estes jornais não circulam. Pedido dOFDS: vamos melhorar a qualidade dessa impressão, não é porque é de graça, que tem de sujar a mão do leitor.

8) Trafega pela cidade e não acha que os buracos têm qualquer relação com a qualidade do asfalto. “Com as chuvas que têm caído, nem o melhor asfalto do mundo resiste”, diz o reinaldista enrustido. Também acha que a Avenida Tamandaré está daquele jeito porque não tem um tráfego que justifique o recapeamento.

9) Para ele, as obras contra as enchentes são da Administração Reinaldo. Uma frase, mas duas mentiras. A maior parte da verba é do PAC do Governo Federal, e o projeto para obter os recursos foi feito no Governo Onério. Ele só vai, mais uma vez, surfar a onda com a prancha alheia.

10) Não podemos esquercer o reinaldista de cabide. Aquele que se diz íntimo do Rei, mas não passa de um bobo da corte. Outro tipos parecidos, dizem que são de oposição, mas sentam ao lado, chamam-no de aliado. Nas eleições, no entanto, a campanha se baseia em “acabar com o reinaldismo”. Este é o tipo mais perigoso, pois chega na Câmara e entra no bloco das marionetes. O discurso maniqueísta dá lugar ao pragmatismo. Difícil é explicar isso para os eleitores. E se a vinda do Lula para Indaiatuba depende disso (o que duvidamos), é melhor que o Presidente da República continue fazendo bem para o Brasil e para Indaiatuba sem vir aqui.

11) Vota porque deixou a cidade mais bonita, fez praças como nínguem. Resumindo: plantou grama como ninguém. Aliás, reinaldista que é reinaldista adora uma boa grama.

12) Acha que o OFDS não presta, mesmo sem nunca ter acessado ou lido um post sequer. OFDS ama essa cidade, e por isso, coloca o dedo na ferida da política de Indaiatuba (e joga um limãozinho, que ninguém é de ferro, né?). Afinal queremos uma cidade cada vez melhor. Para os reinaldistas, deixamos uma frase do Che para reflexão: “Prefiro morrer em pé, do que viver ajoelhado”.

Para o enrustido, OFDS esclarece: só com a derrocada do atual governo será possível mudar os rumos de Indaiatuba. Por esse motivo não concordamos com qualquer possibilidade de aproximação de petistas com o Rei. Apesar de ainda pequeno, o papel do PT de Indaiatuba é fundamental. Uma voz dissonante tem que permanecer. É simples: o Rei lá, e nós, cá.

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